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Arquitetura viva: 5 espécies perfeitas para cultivar dentro de casa na região Norte

Trazer plantas para dentro de casa vai além da decoração. O verde pode ajudar a criar ambientes mais acolhedores, acrescentar textura e movimento aos espaços e aproximar a arquitetura da natureza. Mas, quando a escolha das espécies passa a considerar o clima de cada região, a lista de possibilidades muda.

Na Amazônia, onde predominam temperaturas elevadas e alta umidade, algumas espécies tropicais encontram condições particularmente favoráveis. Ainda assim, dentro de uma residência, fatores como luminosidade, ventilação, presença de ar-condicionado e incidência de sol fazem diferença. Uma planta que se adapta bem a um jardim externo, por exemplo, pode ter necessidades completamente diferentes quando levada para a sala de estar.

Foi pensando nessa relação entre clima e interiores que o designer e paisagista Paulo Morelli,  que estará presente na CASALIV, evento que começa dia 14 de outubro em Belém, selecionou cinco espécies que podem ser usadas na decoração de ambientes internos na região Norte: espada-de-são-jorge, zamioculca, jiboia, ficus e antúrios.

Espada-de-são-jorge

Existem diversos gêneros da mística espada-de-são-jorge (Freepik)

Resistente e de folhas verticais, a espada-de-são-jorge é uma das plantas mais versáteis para ambientes internos. O nome popular, porém, reúne diferentes espécies e cultivares do gênero Dracaena — classificação que mudou ao longo dos anos e que anteriormente as colocava no gênero Sansevieria.

Entre as variedades mais conhecidas estão a espada-de-são-jorge tradicional, de folhas totalmente verdes, e a espada-de-santa-bárbara, com bordas amareladas. Há ainda formas anãs, como a ‘espadinha’, também conhecida como ‘ninho de passarinho’, e variedades como a lança-de-são-jorge.

Para Morelli, a espécie tem outra vantagem: pode ser cultivada tanto em substrato quanto em água, o que permite explorar diferentes possibilidades na decoração.

Onde usar: entradas, corredores, salas e cantos onde não há muito espaço disponível.

Zamioculca

Zamioculca também é conhecida como a planta da prosperidade (Freepik)

De folhas espessas e brilhantes, a zamioculca ganhou espaço justamente por combinar aparência sofisticada e pouca exigência de manutenção. É uma espécie que tolera ambientes internos com luminosidade mais baixa e não precisa de regas frequentes.

A planta também pode ser mantida em água, uma alternativa que cria uma composição mais leve e contemporânea. Nesse caso, é importante manter a água limpa e evitar que toda a estrutura da planta fique submersa.

Onde usar: aparadores, salas, halls e ambientes internos protegidos do sol direto.


Jiboia


Com seus ramos que crescem e se espalham, a jiboia é uma das opções mais versáteis para interiores. Pode ser conduzida para cima de suportes ou deixada cair de prateleiras e móveis altos, criando um efeito de cascata.

A espécie também permite uma composição diferente: alguns ramos podem ser colocados diretamente na água, onde permanecem por bastante tempo quando mantidas condições adequadas.

Há diferentes variedades de jiboia, com folhas que podem apresentar combinações de verde, amarelo e branco. Isso amplia as possibilidades para quem pretende usar a planta como elemento visual da decoração.

Onde usar: estantes, prateleiras, vasos suspensos e móveis altos.

Ficus

O ficus se adapta bem em ambientes iluminados (Freepik)

O nome ficus não corresponde a uma única planta, mas a um gênero que reúne centenas de espécies. Entre as utilizadas na decoração estão o Ficus lyrata, conhecido pelas folhas grandes e marcantes, o Ficus elastica, de folhas largas e brilhantes, e o Ficus benjamina, tradicional em projetos de interiores e paisagismo.

A principal diferença em relação às espécies anteriores está na necessidade de luminosidade. Ficus costuma se desenvolver melhor em ambientes bem iluminados e não reage bem a mudanças constantes de posição.

Em espaços amplos, exemplares maiores podem funcionar quase como uma peça de mobiliário, criando um ponto de destaque sem a necessidade de outros elementos decorativos.

Onde usar: salas e ambientes amplos, próximos a janelas e com bastante luz natural.


Antúrios

A inflorescência do antúrio é predominantemente vermelha, mas existem variedades. (Freepik)

Símbolo de uma estética tropical, o antúrio combina folhas verdes com inflorescências de cores intensas. Embora o vermelho seja o mais conhecido, existem variedades em tons como branco, rosa, vinho e verde.

Assim como outras plantas tropicais, aprecia ambientes quentes e úmidos, mas precisa de luminosidade para se desenvolver bem. Dentro de casa, o ideal é mantê-lo próximo a uma fonte de luz natural, protegido do sol direto.

O antúrio também pode ser cultivado em água, recurso que permite criar arranjos mais minimalistas e valorizar tanto as folhas quanto as raízes.

Onde usar: mesas, aparadores, salas e outros ambientes internos claros.