Entre em Contato

Endereço

Ed. Metropolitan Tower - R. dos Mundurucus, 3100 - Cremação, Belém - PA

Telefone

+55 (91) 4005-6800
Carregando clima...
Carregando bolsa...
Adesivo para espinha funciona? Entenda como os patches hidrocoloides agem na pele

Tendência nas redes sociais, os adesivos para espinha ganharam espaço nas rotinas de skincare como uma alternativa prática para cuidar de lesões pontuais e evitar que a pele seja manipulada. Em formatos de estrela, coração e modelos transparentes, os patches conquistaram lugar no dia a dia de muitas pessoas. Por trás do visual, porém, existe uma tecnologia desenvolvida originalmente para curativos de feridas e que pode ajudar em alguns casos de acne, dependendo do tipo de lesão e da composição do adesico.

Em entrevista à CNN, o farmacêutico Maurizio Pupo, explicou que o adesivo possui duas camadas: a externa funciona como uma barreira contra sujeira, poeira e bactérias, enquanto a interna, feita à base de carboximetilcelulose sódica, absorve a secreção da acne e a transforma em gel. Esse processo cria um ambiente úmido e controlado sobre a lesão, o que pode favorecer sua recuperação. Outro benefício é impedir que a pessoa fique mexendo ou espremendo a espinha, comportamento que pode contribuir para o surgimento de marcas e cicatrizes.

Nem todo adesivo tem a mesma função

Embora o hidrocoloide seja a base dos patches, alguns produtos recebem outros ativos que ampliam a proposta de tratamento. Entre eles estão a niacinamida, associada à ação anti-inflamatória e ao controle da oleosidade, e o ácido salicílico, que possui ação queratolítica e pode ajudar na desobstrução dos poros.

Há ainda produtos com ingredientes como peptídeos, PDRN e vitamina C, voltados principalmente para a recuperação da pele e a prevenção de marcas.

Por isso, a escolha deve considerar o objetivo. Um adesivo para uma espinha inflamada pode ter uma composição diferente daquele pensado para auxiliar na recuperação da pele depois que a lesão desaparece.

O patch serve para todos os tipos de acne?

Apesar da praticidade, os adesivos têm limitações. Segundo a dermatologistas, eles não são indicados para todos os tipos de acne, especialmente cravos, lesões profundas e císticas.

Outro cuidado está relacionado à concentração dos ativos. Quantidades insuficientes podem não produzir o efeito esperado, enquanto concentrações elevadas podem provocar descamação e até uma leve formação de crosta.

Como os produtos são vendidos sem prescrição médica, também existe o risco de serem utilizados em lesões que não são necessariamente espinhas. Caso a alteração persista, a recomendação da especialista é procurar um dermatologista.

O adesivo também pode ser utilizado quando a lesão ainda está no início, antes de surgir a conhecida pontinha branca. Nessa fase, os modelos que contêm medicamentos podem ajudar no tratamento.

Já os patches compostos exclusivamente por hidrocolóide podem não apresentar o mesmo benefício nesse estágio. Dependendo da situação, eles podem até prolongar a duração da lesão ao cobrir o orifício da glândula.

Como aplicar o adesivo

O adesivo deve ser colocado sobre a pele limpa, depois da higienização e dos produtos de tratamento utilizados na rotina, como tônico e hidratante.

A dermatologista recomenda manter o curativo por, no máximo, três dias e não utilizá-lo durante o sono. O protetor solar também continua sendo necessário, já que o adesivo não substitui a fotoproteção.