Comprar a casa própria continua sendo um dos maiores objetivos dos brasileiros. No entanto, diante das atuais taxas de juros, muitas pessoas se perguntam se este ainda é o momento ideal para financiar um imóvel ou se vale a pena esperar por condições melhores.
Segundo a corretora de imóveis Sara de Souza, que atua no mercado imobiliário desde 2007, a resposta depende do perfil e dos objetivos de cada comprador. Para ela, a decisão deve ser tomada com planejamento financeiro e análise individual, considerando não apenas o cenário econômico, mas também a realidade de cada família.
Ao longo de sua trajetória, Sara buscou constante aperfeiçoamento por meio de cursos, especializações e participação em eventos nacionais e internacionais, como o Connect Imóvel. Além da atuação no mercado imobiliário, ela também trabalha na área acadêmica, o que contribui para o acompanhamento de pesquisas, artigos e tendências do setor, unindo conhecimento técnico e experiência prática no atendimento aos clientes.

Para quem pretende comprar um imóvel para morar, a corretora explica que adquirir o bem agora pode trazer benefícios. Segundo ela, enquanto o comprador espera por uma possível redução nas taxas de juros, os imóveis podem continuar se valorizando.
"Quem compra para morar pode se beneficiar ao adquirir o imóvel agora, pois o patrimônio começa a ser construído imediatamente e, futuramente, é possível refinanciar caso as taxas caiam. Já quem espera corre o risco de encontrar imóveis mais valorizados", afirma.
Outro ponto destacado pela especialista é o comprometimento da renda. Em geral, as instituições financeiras permitem que até 30% da renda familiar seja destinada às parcelas do financiamento. No entanto, Sara ressalta que esse percentual deve ser analisado juntamente com as demais despesas da família, garantindo que a compra aconteça com tranquilidade e segurança financeira.
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Na avaliação da corretora, um dos principais erros cometidos pelos compradores é a falta de planejamento. Ela destaca que muitas pessoas assumem parcelas acima da capacidade de pagamento, deixam de pesquisar as condições oferecidas pelos bancos e não consideram despesas como ITBI, registro e documentação do imóvel.

Além disso, Sara lembra que existem formas de reduzir o custo total do financiamento. Sempre que o comprador realiza amortizações utilizando recursos próprios ou o FGTS, é possível optar por diminuir o valor das parcelas ou reduzir o prazo do contrato. Segundo ela, essa estratégia reduz significativamente os juros pagos ao longo do financiamento e permite quitar o imóvel muito antes do prazo inicialmente previsto.
Para quem pretende comprar o primeiro imóvel ainda este ano, a recomendação é organizar a vida financeira, reunir a documentação necessária e buscar orientação de profissionais especializados antes de fechar negócio.
"Também é importante escolher um imóvel que atenda às necessidades da família e que tenha potencial de valorização. Comprar um imóvel é uma decisão importante e, quando feita com informação e estratégia, torna-se um excelente investimento", conclui.
