O Nubank anunciou na última segunda-feira (21) a compra do Banco Porto Real de Investimentos, instituição fundada em 1992. A operação ainda precisa ser aprovada pelo Banco Central (BC), mas representa um passo importante para que a fintech possa utilizar oficialmente a palavra "banco" em sua marca.
Até então, apesar de ser conhecido como Nubank, a empresa não possuía licença bancária completa. Seu nome oficial é Nu Holdings, e a instituição operava com licenças de instituição de pagamento e sociedade de crédito.

Por que o Nubank está comprando um banco?
A aquisição atende às novas regras estabelecidas pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Desde novembro de 2025, instituições financeiras só podem utilizar termos como "banco" em seus nomes, marcas e materiais de comunicação se tiverem autorização específica para atuar como banco.

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Com a compra do Banco Porto Real, o Nubank busca cumprir essa exigência regulatória e fortalecer sua atuação no mercado financeiro brasileiro. O valor da negociação não foi divulgado.
Compra não altera a saúde financeira do Nubank
Em comunicado, o Nubank informou que a aquisição não exige aumento de capital nem compromete sua liquidez, mantendo a solidez financeira da empresa.
"O Brasil é onde o Nubank nasceu, cresceu e provou que serviços financeiros mais justos e simples são possíveis em escala. Treze anos depois, segue sendo nosso principal foco", afirmou David Vélez, fundador e CEO global do Nubank.
Nubank segue em expansão no Brasil
O anúncio reforça a estratégia de crescimento da fintech, que hoje conta com 114,7 milhões de clientes no Brasil.
Neste ano, o Nubank também passou a integrar a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e se consolidou como a maior instituição financeira privada do país em número de clientes, superando Bradesco e Itaú. À frente dele, apenas a Caixa Econômica Federal.
Além disso, a empresa prevê investir R$ 45 bilhões no mercado brasileiro até 2026, ampliando sua presença e fortalecendo sua atuação no setor financeiro.
