O Pix poderá ser usado para pagamentos entre Brasil e Europa no futuro. O Banco Central do Brasil (BC) e o Banco Central Europeu (BCE) estudam a possibilidade de conectar seus sistemas de pagamentos instantâneos, em uma iniciativa que poderia representar a primeira expansão internacional do Pix.
Por enquanto, porém, não é possível fazer um Pix diretamente do Brasil para uma conta europeia por meio dessa integração. As conversas ainda estão em estágio inicial e avaliam a viabilidade de conectar o sistema brasileiro ao TIPS (TARGET Instant Payment Settlement), infraestrutura de pagamentos instantâneos operada pelo Eurosistema.
Segundo informações divulgadas pela Reuters, um eventual projeto-piloto poderia ser lançado em 2028, caso as negociações e os estudos técnicos avancem.
Como funciona o pix na Europa?
A proposta não significa simplesmente instalar o Pix nos países europeus. A ideia estudada é estabelecer uma conexão entre as infraestruturas de pagamentos instantâneos do Brasil e da Europa, permitindo que operações atravessem as fronteiras entre os dois sistemas.

O BCE já havia incluído o Pix entre os possíveis corredores monetários a serem avaliados para conexão com o TIPS. A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo de integração entre sistemas de pagamentos instantâneos de diferentes regiões do mundo.
Na prática, uma conexão desse tipo poderia facilitar pagamentos e transferências internacionais, embora questões como conversão entre real e euro, custos, segurança, regras regulatórias e funcionamento para o consumidor ainda dependam do desenvolvimento do projeto.
Pix já faz parte da rotina dos brasileiros
Criado pelo Banco Central e lançado em novembro de 2020, o Pix permite que pagamentos e transferências sejam realizados em poucos segundos, 24 horas por dia e sete dias por semana.
O sistema alcançou mais de 170 milhões de pessoas físicas e registrou mais de 7 bilhões de transações somente em maio de 2026, movimentando mais de R$ 3 trilhões no período, segundo dados do Banco Central.
A expansão do sistema brasileiro para operações internacionais representaria, portanto, uma nova etapa na trajetória do meio de pagamento.
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Quando será possível fazer pix entre Brasil e Europa?
Ainda não há uma data confirmada para que brasileiros possam utilizar essa integração. A possibilidade de 2028 mencionada nas discussões se refere a um eventual projeto-piloto, e não ao lançamento definitivo do serviço para todos os usuários.

Também não estão definidos detalhes sobre tarifas, limites, instituições participantes ou como seria a experiência dentro dos aplicativos bancários.
Por isso, quem viaja atualmente para países europeus ainda precisa recorrer aos meios de pagamento e transferência internacional disponíveis hoje. O próprio Banco Central possui regras específicas para serviços de pagamentos e transferências internacionais.
Caso a conexão entre Pix e TIPS avance, entretanto, o sistema criado para tornar as transferências instantâneas mais simples dentro do Brasil poderá dar um passo inédito: conectar diretamente a infraestrutura brasileira de pagamentos instantâneos à europeia.
